sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quem era Pablo Moses ?


Pablo Moses


Pablo Henry mais conhecido pelo seu nome artístico PABLO MOSES pode ser considerado como um dos músicos de roots reggae mais importantes da Jamaica. Entrou para o mercado em 1975, com o seu grande sucesso “I Man a Grasshopper”, fruto do seu primeiro álbum “Revolutionary Dream” (lançado nos Estados Unidos como "I LOVE I BRING"). Moses articulou sua ideologia rastafari com pitadas políticas sem precedentes, em um lançado certeiro: naipe de metais com ritmos excedentes na voz e nas harmonias colocadas pelo produtor e tecladista, Geoffrey Chung, com quem trabalhou na gravadora Mango. "A Song" foi uma resposta súbita ao fogo de seu esforço de estréia. Em 1981, Pablo Moses lançou seu 3º álbum, "PAVE THE WAY". Então, Moses conseguiu um sucesso enorme na Jamaica, na Europa, na América do Norte e no Japão. Os temas rastafarianos de Moses, a cruzada de encontro às injustiças, desigualdades, racismo, guerras, a destruição da natureza, enfim, eram e são problemas universais em seu espaço. Em 1983, Moses assinou com a gravadora Allygator para lançar "IN THE FUTURE", amplificando sua mensagem política e social com estilo Rockers e o uso da instrumentação eletrônica do sintetizador e do vocader. Moses expandiu e aprofundou seu som e seu retórico com "TENSION" de 1985 e "LIVE TO LOVE" de 1987. "WE REFUSE" veio logo após. O disco de estréia de Pablo Moses e os subsequentes, são uma resposta e um protesto ao clima político dos anos 80, vistos como "épocas boas" por alguns políticos, ignorando às realidades subjacentes da pobreza e do racismo. Pablo Moses diz: “Neste album eu digo o que eu tenho dito tudo longitudinalmente, apenas em um modo modificado, mais direto. Eu recuso as maneiras Babilonianas da sociedade, atitudes sem nexo. Jah tem feito todos com culturas diferentes e as cores das mais variadas, porém justas, como fêz tipos diferentes dos pássaros e das plantas para embelezar a vida ainda mais...”

Quem era Bob Marley ?


                       Bob Marley (biografia)
Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley nasceu em Nile Mile no dia 6 de fevereiro de 1945. Marley foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Ele foi chamado de "Charles Wesley dos rastafáris" pela maneira com que divulgava a religião através de suas músicas.
Bob foi casado com Rita Marley, uma das I Threes, que passaram a cantar com os Wailers depois que eles alcançaram sucesso internacional. Ela foi mãe de quatro de seus doze filhos (dois deles adotados), os renomados Ziggy e Stephen Marley, que continuam o legado musical de seu pai na banda Melody Makers. Outro de seus filhos, Damian Marley (vulgo Jr. Gong) também seguiu carreira musical.
Princípio
Marley começou suas experimentações musicais com o ska e passou aos poucos para o reggae enquanto o estilo se desenvolvia. Marley é talvez mais conhecido pelo seu trabalho com o grupo de reggae The Wailers, que incluía outros dois célebres músicos, Bunny Wailer e Peter Tosh. Livingstone e Tosh posteriormente deixariam o grupo para iniciarem uma bem-sucedida carreira solo.
A maioria do trabalho inicial de Marley foi produzida por Coxsone Dodd no Studio One. O relacionamento dos dois se deterioraria mais tarde devido a pressões financeiras, e no começo da década de 1970 ele produziu o que é considerado por muitos o seu melhor trabalho, então pelas mãos de Lee "Scratch" Perry. A dupla também se separaria, desta vez por problemas com direitos autorais. Eles trabalhariam juntos novamente em Londres, e permaneceriam amigos até a morte de Marley.
O trabalho de Bob Marley foi amplamente responsável pela aceitação cultural da música reggae fora da Jamaica. Ele assinou com o selo Island Records, de Chris Blackwell, em 1971, na época uma gravadora bem influente e inovadora. Foi ali, com No Woman, No Cry em 1975, que ele ganhou fama internacional..

Final de carreira

Bob Marley deixou a Jamaica no final de 1975 e foi para a Inglaterra, onde gravou os álbuns Exodus e Kaya e onde também foi preso pela posse de um cigarro de maconha. Ele lançou a música Africa Unite no álbum Survival em 1979, e então foi convidado a tocar nas comemorações pela independência do Zimbabwe em 17 de abril de 1980.

Diagnóstico

Em julho de 1977 Marley descobriu uma ferida no dedão de seu pé direito, que ele pensou ter sofrido durante uma partida de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu; foi então que o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele, chamado melanoma maligno, que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafaris que diziam que os médicos são homens que enganam os ingênuos, fingindo ter o poder de curar. Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge (na verdade, a preocupação de Bob Marley era quanto à amputação de qualquer parte de seu corpo, seja o dedo do pé ou suas tranças. Para os seguidores dessa religião/filosofia, não se deve cortar, aparar ou amputar qualquer parte do corpo). Marley então passou por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. A doença foi mantida em segredo do grande público.

Colapso e tratamento

O câncer espalhou-se para seu cérebro, pulmão e estômago. Durante uma turnê no verão de 1980, numa tentativa de se consolidar no mercado norte-americano, Marley desmaiou enquanto corria no Central Park de Nova Iorque. Isso aconteceu depois de uma série de shows na Inglaterra e no Madison Square Garden, mas a doença o impediu de continuar com a grande turnê agendada. Marley procurou ajuda, e decidiu ir para Munique para tratar-se com o controverso especialista Josef Issels por vários meses, não obtendo resultados.

Morte

Um mês antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas a doença se agravou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley teve de ser internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Ele foi sepultado em uma capela em Nine Mile, perto de sua cidade natal, junto com sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster vermelha.

Reputação póstuma

A música e a lenda de Bob Marley ganharam mais e mais força desde sua morte, e continuam a render grandes lucros para seus herdeiros. Também deu a ele um status mítico, similar ao de Elvis Presley e John Lennon. Marley é enormemente popular e bastante conhecido ao redor do mundo, particularmente na África e na América Latina. É considerado por muitos como o primeiro popstar do Terceiro Mundo.